À medida que o TikTok atinge 170 milhões de usuários ativos mensais nos Estados Unidos, a empresa investirá US$ 2 bilhões este ano para proteger crianças e outros usuários do serviço de vídeo. O CEO Zhou Shouzi planeja revelar essas ideias quando testemunhar perante o Comitê Judiciário do Senado na quarta-feira, onde também comparecerão representantes de MetaPlatforms, X, Snap e Discord. A conferência se concentrará no que as empresas de mídia social estão fazendo para proteger os adolescentes online.

De acordo com depoimento preparado analisado pela Bloomberg News, Zhou Shouzi disse que a empresa investirá mais de US$ 2 bilhões globalmente em 2024 para realizar trabalhos de confiança e segurança por meio de uma equipe de mais de 40.000 pessoas.

A divulgação destaca o rápido crescimento da unidade ByteDance nos Estados Unidos e sua capacidade de atrair usuários e verbas publicitárias dos rivais Facebook, Instagram e Google, da Alphabet.

A idade média dos usuários da empresa nos Estados Unidos é superior a 30 anos, um aumento significativo em relação aos mais de 150 milhões de usuários em 2023. Esta é a segunda vez que Zhou testemunha perante o Congresso dos EUA. Em 2023, foi convocado para participar numa audiência na Câmara dos Representantes centrada na potencial ameaça à segurança nacional representada pela propriedade chinesa. Desta vez, ele testemunhará ao lado de alguns dos concorrentes mais próximos do setor.

Zhou Shouzi também planeja destacar algumas políticas relativas a usuários adolescentes, que ele disse serem exclusivas do TikTok. Por exemplo, usuários menores de 16 anos não podem enviar mensagens no aplicativo e seus vídeos não podem ser baixados ou recomendados para pessoas com quem ainda não estabeleceram conexão. Usuários com 17 anos ou menos têm um limite de tela predefinido de 60 minutos, após o qual precisarão inserir uma senha para continuar assistindo. Quando se trata de imagens de possível pornografia infantil, o TikTok usa tecnologia para revisar conteúdo público em busca de material proibido e mensagens privadas usando ferramentas de terceiros, como PhotoDNA e TakeItDown, de acordo com o depoimento.

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