A NASA descobriu uma falha no computador da sonda Voyager 1 em 14 de novembro de 2023. Naquela época, havia rumores de que a falha foi causada por engenheiros atualizando o firmware, mas após investigação, a NASA suspeitou que fosse um dano à memória. A falha ocorreu no Flight Data System (FDS), computador central responsável pelo comando e controle e que também envia dados coletados por outros sensores de volta à Terra em pacotes codificados em binário por meio de uma antena borboleta.
Atualmente, exceto pela falha do FDS, outros componentes e sistemas estão operando normalmente. No entanto, a falha do FDS impede a transmissão normal de dados, de modo que a NASA não consegue obter parâmetros-chave, como propulsão, potência e sistemas de controle.
A imagem acima é uma foto de um computador FDS fabricado na década de 1970.
Acho que é corrupção de memória:
Até agora, a equipe de controle de solo acredita que a causa mais provável desta falha do FDS é alguma corrupção de memória (incluindo inversão de bits, que pode ser causada por raios cósmicos), mas o problema é que o FDS falhou, então o solo não pode obter dados detalhados para solução de problemas.
Nas próximas semanas, a equipe de controle em solo planeja transmitir comandos à Voyager 1 que tentará isolar os locais de memória corrompidos para que o FDS possa ser usado novamente.
O maior problema é a falta de dados de engenharia:
A série de detectores Voyager já existe há muitos anos e quase todo o pessoal responsável pela construção e controle naquela época não está mais vivo. Embora a equipe de engenharia da época tenha deixado muitas informações, todas eram informações em papel e algumas delas estavam bastante desgastadas.
Portanto, agora os engenheiros precisam examinar cuidadosamente documentos técnicos antigos para análise, e a Voyager não possui nenhum tipo de simulador no solo, seja um simulador de hardware, simulador de software ou simulador FDS, o que impossibilita o teste de quaisquer comandos enviados antecipadamente.
A boa notícia é que, de acordo com as análises atuais, a Voyager 1 ainda é capaz de receber corretamente as instruções transmitidas da Terra, e pode haver algumas melhorias nas próximas semanas ou meses.