A revista Variety informou hoje (12 de outubro) que a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP) disse que não foi capaz de chegar a um acordo com o Screen Actors Guild (SAG-AFTRA) sobre um novo contrato, afirmando que as duas partes tinham "diferenças muito sérias" nos termos principais do acordo.
Uma das principais questões são os royalties cobrados pela SAG-AFTRA sobre as receitas que os estúdios obtêm com o streaming de filmes e séries de TV. A Aliança de Produtores afirma que custa às empresas 800 milhões de dólares por ano para cumprir a exigência, um montante que chama de “fardo financeiro insustentável”. Além disso, os dois lados não conseguiram chegar a acordo sobre outras questões, incluindo as condições para o uso de inteligência artificial e o aumento do salário mínimo, e o sindicato dos produtores espera que o Screen Actors Guild reconsidere a sua decisão e regresse às "negociações produtivas". SAG-AFTRA não comentou a declaração da Aliança de Produtores.
É relatado que a greve dos atores já dura 90 dias, e a greve dos roteiristas terminou no final de setembro, e muitos escritores voltaram ao trabalho.