Durante décadas, naves espaciais robóticas viajaram pelo sistema solar e enfrentaram ambientes extremos que seriam completamente intoleráveis ​​para os humanos. Por exemplo, a Parker Solar Probe enfrentou temperaturas superiores a 1.800 graus Fahrenheit durante seu sobrevoo de 10 dias pelo sol. Estas conquistas extraordinárias, juntamente com os rápidos avanços na inteligência artificial, levantam uma questão convincente: Serão necessários astronautas humanos para a futura exploração espacial?

Alguns cientistas importantes disseram à BBC que o papel dos humanos na exploração espacial diminuirá gradualmente com o tempo. Lord Astronomer Royal Martin Rees disse a esta publicação que os rápidos avanços na robótica estão reduzindo a necessidade de usar “dinheiro do contribuinte” para enviar humanos ao espaço.

Na verdade, os voos espaciais tripulados são muito mais caros do que as missões robóticas. Por exemplo, a missão do rover Perseverance 2021 custará aproximadamente US$ 2,7 bilhões, incluindo custos de desenvolvimento, lançamento e operação. Em comparação, estima-se que enviar humanos para Marte custe 100 mil milhões de dólares ou mais.

Reese ainda acredita que a única razão para futuras viagens espaciais humanas é ser um empreendimento com financiamento privado para a elite rica.

O físico da University College London, Andrew Coates, também apóia missões robóticas em vez de missões tripuladas. Ele ressaltou que os detectores robóticos podem ir mais longe e alcançar mais resultados do que as missões humanas, e que à medida que a tecnologia de inteligência artificial se desenvolve, o seu potencial só aumentará.


A NVIDIA previu recentemente que o mercado de bots está à beira de um crescimento explosivo, semelhante à ascensão dos chatbots de inteligência artificial. Tal como muitos gigantes da tecnologia, a empresa está a investir fortemente no desenvolvimento de robôs humanóides avançados que irão acelerar a sua implantação na exploração espacial.

A bióloga da Rice University, Dra. Kelly Weinersmith, parece estar do lado da missão liderada por humanos. Ela argumentou no relatório que manter uma presença humana no espaço tem um importante prestígio nacional e mostra que “o seu sistema político é eficaz e o seu povo é notável”.

Uma perspectiva de investigação científica também apoia o envolvimento humano. Os astronautas conduzem experimentos valiosos em laboratórios orbitais, como a Estação Espacial Internacional. No entanto, os robôs se destacam em ambientes hostis à vida humana, como as superfícies e atmosferas de outros planetas.

Portanto, muitos cientistas defendem uma abordagem equilibrada. Robôs humanóides equipados com membros hábeis e assistentes de inteligência artificial podem realizar tarefas repetitivas de manutenção. Sean Azmi, do Johnson Space Center da NASA, acredita que esses robôs são especialmente adequados para tarefas como substituição de componentes ou limpeza de painéis solares.

Então, como a IA generativa se enquadra nessa visão? Embora modelos de linguagem poderosos possam ser úteis, os rovers robóticos atuais não possuem o poder computacional para executar esses modelos de forma eficaz. Um cientista observou que o processador do rover é cerca de um décimo do de um smartphone. Os avanços tecnológicos poderão eventualmente tornar tais aplicações viáveis.