Depois que a Nvidia e o Google foram investigados pela China por suspeitas de violações das leis antitruste, o Wall Street Journal citou fontes que relataram que as autoridades chinesas estão elaborando uma lista de empresas de tecnologia dos EUA que podem se tornar alvos de investigações antitruste e outras ações, incluindo Apple, Broadcom e fornecedora de software de design de semicondutores Synopsys.
O relatório citou pessoas familiarizadas com a estratégia de Pequim dizendo que o objectivo de expandir a lista de investigação é reunir o máximo de influência possível nas negociações esperadas com a administração Trump sobre questões EUA-China, incluindo as medidas do presidente dos EUA, Trump, para impor tarifas sobre produtos chineses. Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que a China tem como alvo a Apple, a Broadcom e a Synopsys Technology, entre as quais a Synopsys tem uma aquisição de 35 mil milhões de dólares (aproximadamente 273 mil milhões de dólares de Hong Kong) pendente de aprovação de Pequim.
O relatório citou Tom Nunlist, especialista em política científica e tecnológica da empresa de consultoria TriviumChina, apontando que a China precisa de ganhar vantagem para lutar contra os Estados Unidos, e o antitrust é a ferramenta mais útil entre eles. "A China está a ganhar vantagem. Eles esperam que, quando se sentarem à mesa de negociações, a China Energy tenha cartas para jogar." No entanto, Nunlist admite que esta estratégia também apresenta riscos, porque, em comparação com o mandato anterior de Trump, as empresas americanas estão agora menos dispostas a defender a China, e tais ameaças podem ser contraproducentes e tornar as empresas ainda mais relutantes em investir na China.