Recentemente, a mídia estrangeira TheGamer publicou um longo artigo criticando o design das personagens femininas de "Overwatch" nos últimos anos, acreditando que o jogo regrediu em termos de diversidade de personagens e expressão de "despertar", e não conseguiu dar continuidade à imagem progressiva estabelecida nos primeiros dias da série.

A matéria destacava que quando “Overwatch” foi lançado em 2016, era considerado um dos títulos mais inclusivos da indústria pelos personagens vindos de diferentes países, culturas e origens. Naquela época, Tracer foi oficialmente confirmada como personagem lésbica, e personagens femininas que não se adequavam à estética tradicional, como Mei e Zarya, também ganharam muita popularidade. Tudo isso deu ao jogo a reputação de “pioneiro” entre a comunidade de jogadores.
No entanto, a imprensa estrangeira acredita que este progresso está a enfraquecer gradualmente com o passar do tempo. Por um lado, os elementos culturais de alguns personagens têm sido acusados de serem superficiais, podendo até causar problemas de estereótipos ou “apropriação cultural”; por outro lado, cada vez mais personagens confirmados como pertencentes à comunidade LGBTQ+ mal falam sobre suas próprias identidades no próprio jogo, fazendo com que os cenários relevantes pareçam formalizados e desprovidos de presença.

Em termos de design de novos heróis, a mídia estrangeira expressou especialmente insatisfação com personagens femininas. O artigo mencionou que, embora as heroínas recém-adicionadas tenham suas próprias histórias em termos de cenário de fundo, seu design de aparência é altamente semelhante, geralmente mostrando as características de "fofura" e "infantilidade", e carece do temperamento único dos primeiros personagens que pode ser reconhecido à primeira vista. A mídia estrangeira acredita que esta orientação de design é mais uma “escolha segura” para atender ao mercado, em vez de continuar o conceito criativo original de “Overwatch” que quebrou a convenção estética.
O artigo também apontou que ajustar as personagens femininas originais com características faciais e temperamento distintos para uma aparência mais tradicional e adorável enfraquece a expressão da personalidade da personagem e faz com que "Overwatch" pareça conservador na formação da imagem feminina. Em contraste, os primeiros personagens como Widowmaker, Zarya, etc., embora seus estilos sejam muito diferentes, podem todos "controlar" sua aparência em vez de serem restringidos por um modelo unificado.

A mídia estrangeira concluiu que “Overwatch” ainda é uma obra que valoriza relativamente a diversidade na indústria, mas suas ideias de design para personagens femininas não são mais tão ousadas e vanguardistas como no passado. No atual ambiente de jogo, se a Blizzard espera continuar a atrair uma base de jogadores ampla e diversificada, precisa correr mais riscos com o design dos personagens, em vez de recorrer repetidamente a uma estrutura estética segura e replicável.