De acordo com o Odaily Planet Daily, o governo chinês está tomando medidas punitivas contra funcionários relacionados à aquisição da Manus pela Meta por US$ 2 bilhões. Manus é uma startup de inteligência artificial com sede em Cingapura e origem chinesa. Autoridades da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China convocaram os executivos da Meta e da Manus na semana passada para expressar preocupações sobre o acordo, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto.

O âmbito da acção do governo chinês não é claro, mas parece incluir a restrição de executivos da Manus de viajarem da China para Singapura, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. O porta-voz da Meta, Andy Stone, disse que a transação está em total conformidade com as leis e regulamentos relevantes, e a equipe Manus está agora profundamente integrada à Meta.
Em Janeiro, as autoridades chinesas afirmaram que estavam a investigar se o acordo violava as regras chinesas sobre aprovações de exportação de tecnologia. O assunto surge num período delicado nas relações EUA-China. O presidente dos EUA, Trump, estava originalmente programado para visitar Pequim no final deste mês para se reunir com líderes chineses, mas Trump disse na segunda-feira que pediu à China que adiasse a visita. Wang Shengyu, pesquisador associado do Asia Society Policy Institute, acredita que a revisão do Meta pelo governo chinês pode ter como objetivo acumular alavancagem antes das negociações comerciais e também enviar um sinal aos pesquisadores chineses de inteligência artificial, alertando-os para não seguirem a abordagem de Manus.