Os reguladores antitruste dos EUA pareciam prontos para aprovar a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Pictures, por US$ 110 bilhões, após uma reunião de duas horas com o Departamento de Justiça dos EUA, informou a mídia na terça-feira, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

Segundo relatos, na reunião, o CEO da Paramount, David Ellison, reiterou seu compromisso de insistir no lançamento de filmes nos cinemas.
Os advogados internos do Departamento de Justiça pareciam estar convencidos pelos argumentos dos executivos da Paramount de que o acordo não prejudicaria os interesses de outros estúdios e talentos criativos.
Hollywood e Wall Street estão extremamente preocupadas com o acordo de alto risco, que consolidará algumas das séries IP mais vitais da indústria do entretenimento, mas também poderá levar à perda de empregos na indústria cinematográfica e televisiva.
Em março, o Departamento de Justiça dos EUA emitiu uma intimação enquanto investigava a aquisição da Warner Bros. pela Paramount, solicitando informações sobre como o acordo afetaria a produção do estúdio, os direitos de conteúdo, a concorrência entre serviços de streaming e como a aquisição poderia afetar os cinemas.
As principais estrelas de Hollywood também se opuseram à fusão. Quase 3.500 signatários, incluindo Jane Fonda, J.J. Abrams e Mark Ruffalo assinaram uma carta argumentando que a fusão levará à redução de oportunidades para os criadores, perda de empregos e custos mais elevados para os consumidores.
A Paramount lutou para arrancar o acordo da Netflix e está apostando em uma conclusão rápida, prometendo pagar aos acionistas da Warner Bros. uma “taxa de atraso” trimestral de 25 centavos por ação a partir de outubro, se o acordo não for fechado até outubro.