A Tesla pediu na terça-feira a um tribunal que proibisse um ex-funcionário que era um crítico público da empresa de ir à falência para evitar o pagamento de uma dívida de US$ 425 mil decorrente de uma disputa legal de anos com Musk. O nome do ex-funcionário é Martin Tripp, que trabalhou na Gigafactory da Tesla em Nevada de 2017 a 2018. Durante esse período, ele revelou à mídia que a Tesla não seria capaz de atingir a meta declarada publicamente por Musk de produzir 5.000 veículos Modelo 3 por semana.


Tesla processou Tripp em 2018, acusando-o de vazar ilegalmente os segredos comerciais da empresa. Tripp nega a acusação e contra-atacou Tesla, alegando que a empresa o difamou. Ele também apresentou uma queixa de denúncia à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), acusando Tesla de várias “omissões materiais e declarações falsas” aos investidores, e trocou palavras publicamente com Musk nas redes sociais.

Em novembro de 2020, Tripp perdeu o processo e concordou em pagar US$ 400.000 para resolver o processo da Tesla. Ele também foi condenado a pagar à Tesla uma multa de US$ 25 mil por violar a ordem de um juiz ao publicar documentos judiciais online.

Desde então, Tripp vem pagando indenizações à Tesla em parcelas até ser forçado a declarar falência no final de setembro do ano passado.