Um novo estudo pode ter resolvido o mistério de por que os cavalos do Alasca, as tartarugas marinhas escondidas e os lagartos das ilhas diminuíram de tamanho ao longo do tempo. Novas pesquisas teóricas propõem que as mudanças no tamanho dos animais ao longo do tempo dependem de dois fatores ecológicos principais: a intensidade da competição direta entre as espécies por recursos e o risco de extinção ambiental. A investigação revelou um factor-chave por trás das mudanças no tamanho do corpo ao longo do tempo em alguns animais, com descobertas sobre como as espécies mudam de tamanho que desafiam as teorias tradicionais da evolução.

Resultados de pesquisa e fatores ecológicos

O estudo, publicado hoje (quinta-feira, 18 de janeiro) na revista Communications Biology, utilizou modelos computacionais que simulavam a evolução para descobrir por que algumas espécies gradualmente se tornaram menores no registro fóssil.

Dr Shovonlal Roy, especialista em modelagem de ecossistemas da Universidade de Reading, que liderou o estudo, disse:"Nosso estudo mostra que os animais podem se tornar maiores ou menores ao longo do tempo, dependendo de seu habitat ou ambiente. Em lugares e épocas onde há muita competição entre diferentes espécies por alimento e abrigo, os animais tendem a se tornar menores à medida que as espécies se espalham e se adaptam à distribuição de recursos e concorrentes. Por exemplo, devido ao clima e à vegetação, os pôneis que vivem no Alasca durante a Idade do Gelo diminuíram rapidamente de tamanho como resultado de mudanças na vegetação. Onde houve Embora a competição fosse menos direta, os animais tendiam a tornar-se maiores, embora o tamanho grande e o número reduzido tornassem os animais mais vulneráveis à extinção - como foi o caso dos dinossauros. "As mudanças nos fatores ecológicos ajudam a explicar porque é que o registo fóssil mostra uma mistura tão confusa de padrões evolutivos no tamanho do corpo, com algumas estirpes a diminuir ao longo do tempo e outras a expandir-se."

A equipe conduziu sua pesquisa questionando a contradição entre as evidências fósseis e as “regras da ciência popular”. A regra da ciência popular refere-se à tendência de certos grupos de animais se tornarem maiores ao longo de dezenas ou mesmo milhões de anos de evolução. A lei leva o nome do paleontólogo do século 19, Edward Cope, que se acredita ser o primeiro a descobri-la no registro fóssil. Por exemplo, os ancestrais dos primeiros cavalos eram animais do tamanho de filhotes que aumentaram gradualmente de tamanho ao longo do tempo evolutivo, formando eventualmente o cavalo moderno.

Contudo, a evidência fóssil mostra tendências aparentemente contraditórias, com alguns táxons a aumentar de tamanho e outros a diminuir.

pressão evolutiva

O estudo utilizou modelos de computador para simular a evolução e identificou três padrões distintos de mudanças no tamanho do corpo que ocorrem sob diferentes condições:

Aumento gradual no tamanho corporal ao longo do tempo: Isso ocorre quando a competição entre espécies é determinada principalmente pelo tamanho relativo do corpo, e não por diferenças de nicho. Por exemplo, vários géneros de espécies de animais marinhos, como os invertebrados, aumentaram gradualmente de tamanho ao longo de milhões de anos.

O aumento do tamanho é seguido pela extinção: neste caso, os maiores animais muitas vezes morrem, proporcionando a oportunidade para outras espécies tomarem o seu lugar, desenvolverem corpos maiores e o ciclo continuar. As extinções em massa atingiram com mais força os grandes predadores. Mamíferos e aves muito grandes, como dinossauros e répteis voadores gigantes, são particularmente vulneráveis ​​à extinção.

Redução de tamanho ao longo do tempo: As simulações também previram o oposto da regra da ciência popular: as espécies diminuíram ao longo do tempo. Isto ocorre quando a competição é intensa e há algum grau de sobreposição no uso do habitat e dos recursos. À medida que as espécies evoluem para diferentes nichos ecológicos, enfrentam pressão evolutiva para diminuir de tamanho. Reduções no tamanho corporal foram relatadas em vertebrados, peixes ósseos, criptotartarugas, cavalos do Pleistoceno do Alasca e lagartos de ilhas.

Fonte compilada: ScitechDaily