De acordo com uma reportagem do site alemão "Stuttgarter Zeitung" de 4 de outubro, Oliver Blumer, diretor executivo (CEO) do Grupo Volkswagen e do Grupo Porsche da Alemanha, sugeriu que os políticos deveriam prestar atenção à discrição ao tomar medidas contra as práticas comerciais da China. Segundo relatos, em 4 de Outubro, Bloomer disse num evento em Estugarda: "Defendemos uma concorrência leal", mas o proteccionismo não deveria resultar disto, porque isso levaria a mais proteccionismo.


Além disso, as investigações sobre práticas comerciais desleais não devem limitar-se aos subsídios recebidos pelos fornecedores chineses, mas devem abranger todos os participantes no mercado.

A UE lançou recentemente uma investigação sobre os subsídios da China aos fabricantes nacionais de veículos eléctricos. Segundo a presidente da Comissão Europeia, von der Leyen, os subsídios distorcem o mercado. Bloomer disse: "Poderíamos também concentrar-nos em como criar aqui condições de enquadramento industrial competitivo. Enquanto formos fortes, não temos de ter medo da concorrência de fora da Europa."

Segundo relatos, nesta primavera, a Volkswagen, que lidera o mercado chinês há muitos anos, foi superada pelo fabricante local BYD. Bloomer acredita que a forte posição de mercado das montadoras chinesas decorre de sua própria força. Por exemplo, a cadeia industrial da BYD tem um elevado grau de integração vertical e 90% dos seus chips e baterias são produzidos internamente.