Na terça-feira (21, horário de Pequim), mais de duas dúzias de democratas da Câmara dos EUA acusaram a plataforma de mídia social X de Elon Musk de “lucrar com conteúdo violento de organizações terroristas” e pediram a ele e à CEO Linda Yaccarino que lidassem com conteúdo relacionado ao Hamas na plataforma de mídia social.
“A plataforma tornou-se um terreno fértil para a desinformação e a propaganda terrorista”, escreveram numa carta 27 democratas, liderados pelos deputados Dan Goldman, de Nova Iorque, e Jamie Raskin, de Maryland.
Eles escreveram que desde a eclosão de uma nova rodada de conflito palestino-israelense em 7 de outubro, o já “inescusável” problema do conteúdo antissemita no X tornou-se “completamente insustentável”. Os Estados Unidos designaram o Hamas como organização terrorista desde 1997.
“Dados os muitos exemplos flagrantes de X lucrando com este conteúdo, precisamos de respostas detalhadas de X para considerar uma possível legislação para prevenir este tipo de atividade no futuro”, escreveram os representantes na carta.
Os legisladores deram a Musk e Yacarino até 1º de dezembro para fornecer “todas as formas de comunicação escrita” relacionadas à moderação de conteúdo para quaisquer postagens ou contas relacionadas ao Hamas.
Além dos registros, os democratas da Câmara pediram a Musk e Yacarino que detalhassem como a Plataforma X planeja lidar com o conteúdo relacionado ao Hamas atualmente na plataforma. Eles também queriam saber quais mudanças a empresa “planeja implementar para garantir que a propagação prejudicial da propaganda terrorista não aconteça novamente”.