Recentemente, uma equipe de pesquisa liderada por cientistas da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) publicou um novo estudo interessante na revista Nature. O estudo apontou que, no passado, os círculos acadêmicos geralmente acreditavam que havia um “ponto de saturação” na resposta da Terra a tempestades geomagnéticas extremas. Esta teoria só pode ser causada por viés de dados e ilusão estatística. Isto significa que quando eventos solares extremos forem encontrados no futuro, os danos reais causados ​​à Terra poderão ser duas vezes mais graves do que se esperava anteriormente.

Em suas atividades diárias, o Sol ejetará plasma composto de partículas carregadas de alta energia para o espaço de tempos em tempos. Esta é uma ejeção de massa coronal. Quando estas partículas carregadas avançam em direcção à Terra a alta velocidade, sem a protecção do campo magnético terrestre, causarão um golpe devastador nos satélites, nas redes eléctricas e nas diversas infra-estruturas electrónicas das quais os seres humanos dependem. Olhando para trás na história, o “Evento Carrington” que eclodiu em 1859 foi a tempestade geomagnética mais forte já encontrada pelos humanos. Naquela época, paralisou alguns sistemas telegráficos e causou incêndios. Para avaliar melhor os riscos que a nossa sociedade electrónica moderna enfrenta, os investigadores há muito que combinam observações de magnetómetros terrestres com dados de vento solar de sondas distantes.

No entanto, durante a acumulação de dados no passado, os cientistas descobriram que a relação entre a intensidade da tempestade solar e a atividade geomagnética em altas latitudes mostra uma curva de desaceleração gradual, como se houvesse algum tipo de teto ou limite superior na atividade geomagnética. Anteriormente, a comunidade científica propôs várias hipóteses para este "efeito de saturação", tais como a oscilação de partículas carregadas restringindo o movimento das partículas, a taxa de reconexão do campo magnético diminuindo sob certas condições, ou a dinâmica da pressão plasmática restringindo a corrente.

Depois de reexaminar os dados originais e corrigir incertezas relevantes, a mais recente equipe de pesquisa liderada por cientistas da NASA descobriu que este gráfico aparentemente curvo pode na verdade ser explicado por um fenômeno estatístico comum – “reversão à média”. Os investigadores observam que este viés estatístico é particularmente evidente quando se trata de medições incertas de valores extremos, e que as análises de dados anteriores não levaram totalmente em conta o elevado grau de incerteza no momento e na intensidade dos eventos de vento solar.

Se estas incertezas forem correctamente tidas em conta nos cálculos, as medições reais da força do vento solar deverão, na verdade, ser menos extremas, o que significa que não existe o chamado “limite superior defensivo” para o campo magnético da Terra. A equipe de pesquisa concluiu que, após a correção dos erros de dados, a resposta da Terra à condução do vento solar é, na verdade, completamente linear, e o impacto real das tempestades geomagnéticas extremas na Terra pode ser duas vezes maior do que o esperado anteriormente. Esta investigação não só atualiza a compreensão da humanidade sobre os limites do clima espacial, mas também soa um alerta para evitar tempestades solares extremas no futuro.