A Science Corporation, uma startup de interface cérebro-computador, fez grandes progressos recentemente com seu dispositivo implantável projetado para restaurar a visão.

A Science Corporation foi fundada em 2021 por Max Hodak, cofundador e ex-presidente da Neuralink. O aparelho PRIMA aprovado desta vez é derivado da tecnologia madura da francesa Pixium adquirida pela empresa em 2024. Os pacientes só precisam ser submetidos a uma cirurgia ambulatorial que dura cerca de uma hora. Um microchip é implantado na parte posterior do olho e o paciente usa óculos especiais com câmera embutida para transmitir imagens externas ao chip, reconstruindo assim a visão funcional dos pacientes cegos. O feedback dos ensaios clínicos mostra que alguns pacientes leram com sucesso um romance de 300 páginas depois de usar o dispositivo e foram até capazes de desenhar esboços arquitetônicos à mão e completar quebra-cabeças de Sudoku.
Ao mesmo tempo que promove a comercialização na Europa, o produto também tem feito progressos graduais nos Estados Unidos. O PRIMA foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, dando um passo fundamental para uma revisão regulatória acelerada e espera-se que seja usado para tratar duas outras cegueiras raras no futuro.
É relatado que o preço de venda de cada conjunto de equipamentos PRIMA deverá ser de cerca de centenas de milhares de dólares, e a Science Corporation está atualmente negociando ativamente questões de reembolso com prestadores de serviços médicos europeus. A empresa pretende lançar o seu primeiro mercado na Alemanha, onde decorrem os ensaios clínicos, e a primeira cirurgia comercial deverá ser realizada já em setembro deste ano. No futuro, a empresa também planeja otimizar ainda mais o desempenho visual do chip e o formato dos óculos que atualmente dependem de baterias externas, e iterar para óculos AR mais leves. Ao mesmo tempo, a Science Corporation também está colaborando com o professor Murat Gunel, diretor de neurocirurgia da Escola de Medicina da Universidade de Yale, para avançar nos preparativos para os primeiros testes em humanos de sensores biohíbridos diretamente implantáveis entre cérebro e computador.