Segundo relatos, uma equipe de pesquisa liderada pelo professor Hussam Amrouch, da Universidade Técnica de Munique (TUM), desenvolveu uma arquitetura que pode ser usada para inteligência artificial e é duas vezes mais poderosa que métodos similares de computação em memória. Os últimos resultados da pesquisa foram publicados recentemente na revista Nature. Diz-se que a nova tecnologia inovadora de chip integra funções de armazenamento e processamento de dados, melhorando significativamente a eficiência e o desempenho. Espera-se que os chips, inspirados no cérebro humano, estejam comercialmente disponíveis dentro de três a cinco anos e exigirão colaboração interdisciplinar para atender aos padrões de segurança da indústria.
É relatado que a equipe de Amrouch aplicou um novo modelo de computação usando um circuito especial chamado transistor ferroelétrico de efeito de campo (FeFET). Dentro de alguns anos, isso poderá ser aplicável à inteligência artificial generativa, algoritmos de aprendizagem profunda e aplicações robóticas.
Na verdade, a ideia básica é simples: onde os chips anteriores realizavam cálculos apenas em transistores, agora também são eles que armazenam os dados. Isso economiza tempo e esforço. “Como resultado, o desempenho do chip também melhorou”, disse Amrouch.
À medida que as necessidades humanas continuam a aumentar, os chips futuros devem ser mais rápidos e eficientes que os anteriores. Portanto, eles não podem aquecer rapidamente. Isto é essencial para que possam suportar aplicações como a computação em tempo real enquanto os drones estão voando.
“Tarefas como esta são extremamente complexas e consomem energia para os computadores”, disseram os pesquisadores.
Esses principais requisitos para o chip podem ser resumidos pelo parâmetro matemático TOPS/W: “operações em terahertz por segundo por watt”. Isso pode ser visto como um importante indicador técnico dos chips futuros: quantos teraflops de operações (TOP) um processador pode realizar por segundo (S) quando fornecido com um watt (W) de potência.
Este novo chip de inteligência artificial pode fornecer 885TOPS/W. Isso o torna duas vezes mais poderoso que chips AI semelhantes, incluindo os chips MRAM da Samsung. A velocidade operacional dos chips CMOS (semicondutores de óxido metálico complementar) comumente usados atualmente está entre 10-20TOPS/W.
Especificamente, os pesquisadores pegaram emprestados princípios dos humanos para a arquitetura moderna de chips. “No cérebro, os neurônios processam sinais e as sinapses lembram essas informações”, disse Amrouch, descrevendo como os humanos são capazes de aprender e recordar relacionamentos complexos.
Para isso, o chip utiliza transistores "ferroelétricos" (FeFET). Esta chave eletrônica possui uma propriedade especial adicional (inversão de polaridade quando a tensão é aplicada) que permite armazenar informações mesmo quando a fonte de alimentação é cortada. Além disso, permitem o armazenamento e processamento simultâneo de dados dentro do transistor.
Amrouch acredita: “Podemos agora construir chipsets eficientes para aplicações como aprendizagem profunda, inteligência artificial generativa ou robótica, por exemplo, onde os dados devem ser processados onde são gerados”.
No entanto, professores do Instituto de Robótica Integrada e Inteligência de Máquinas de Munique (MIRMI) da Universidade Técnica de Munique acreditam que serão necessários vários anos para atingir este objetivo. Ele acredita que o primeiro chip de memória adequado para aplicações práticas não estará disponível antes de três a cinco anos, no mínimo.