O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, fez da inteligência artificial o núcleo da visão económica do seu governo, prometendo impulsionar a transformação da indústria nacional, dos serviços públicos e da defesa nacional, promovendo activamente o investimento em inteligência artificial e o apoio político.

No seu primeiro discurso sobre orçamento fiscal ao Congresso desde que assumiu o cargo em junho, Lee descreveu o orçamento de 2026 como “o primeiro orçamento nacional na era da inteligência artificial”, marcando uma grande mudança na política sul-coreana após meses de turbulência política causada pelo ex-presidente Yun Seok-yue.
Li Zaiming disse num discurso na Assembleia Nacional: "Na era da inteligência artificial, um dia de atraso significa ficar para trás uma geração inteira. Como começámos tarde, temos de acelerar o ritmo agora e trabalhar mais para alcançar os líderes. Só assim poderemos ter uma oportunidade".
Ele disse que o governo irá mais do que triplicar o investimento em inteligência artificial no próximo ano, para 10,1 biliões de won (7 mil milhões de dólares), como parte de uma proposta orçamental mais ampla, totalizando 728 biliões de won, com o objetivo de relançar o crescimento económico, superar o declínio populacional e preparar-se para uma onda de comércio global e mudança tecnológica.
Na frente da segurança, o governo planeia aumentar o orçamento da defesa em 8,2%, para 66,3 biliões de won, concentrando-se na modernização das armas convencionais e na aplicação de inteligência artificial, o que elevará os gastos com a defesa para 2,4% do produto interno bruto (PIB).