Em 18 de março, o CEO da Apple, Tim Cook, falou brevemente sobre suas opiniões sobre o desenvolvimento futuro do iPhone em uma entrevista ao blogueiro de tecnologia Nikias Molina na Grand Central Station em Nova York. “Há muito mais que podemos fazer com o iPhone”, disse Cook, “e acho que ele continuará a ser o centro da vida digital das pessoas”.

Para o mundo exterior, esta afirmação é um tanto típica do otimismo corporativo. Porém, no contexto das fortes apostas da Apple em novas áreas como a computação espacial, Cook ainda enfatiza a posição central do iPhone no ecossistema da Apple, o que ainda é bastante sinalizador. Atualmente, há relatos de que a Apple está desenvolvendo novas formas de dispositivos, incluindo óculos de realidade aumentada e um pingente vestível sem tela e baseado em inteligência artificial, mas Cook obviamente não acredita que esses produtos substituirão o papel do iPhone no curto prazo.

O iPhone comemorará seu 20º aniversário no próximo ano, mas o desempenho comercial do aparelho ainda bate recordes. No último trimestre, a receita dos negócios do iPhone atingiu um recorde de US$ 85,2 bilhões, e Cook descreveu a demanda do iPhone no trimestre como “chocante”. Ele disse na época que o iPhone teve o trimestre mais forte da história, atingindo novos máximos de receita em todas as regiões.

Em meio à longa discussão sobre se haverá um terminal de próxima geração que substituirá o iPhone, Cook não parece preocupado no momento. Ele enfatizou na entrevista que “o iPhone ainda existirá por muito, muito tempo”. A julgar pelo layout atual dos produtos da Apple, as novas categorias de hardware são mais para se estender ao iPhone, em vez de substituir diretamente este produto carro-chefe que ainda está em crescimento.