Durante décadas, a esperança de vida das mulheres aumentou mais rapidamente do que a dos homens, mas no final do século XX, a diferença entre a esperança de vida dos homens e das mulheres começou a diminuir.De acordo com um estudo da Universidade de Alcalá, em Espanha, a equipa analisou dados de mortalidade de 194 países, entre 1990 e 2010. Com base nas tendências de longevidade, estes países podem ser divididos em 5 grupos. As pessoas com a esperança média de vida mais longa provêm dos países com rendimentos mais elevados, como a Austrália, o Japão, os Estados Unidos, o Reino Unido e outras partes da Europa Ocidental.

Os únicos grupos com a esperança de vida mais curta são o Ruanda e o Uganda. Quando os investigadores compararam a esperança de vida de homens e mulheres nestes países, descobriram que os homens no Ruanda e no Uganda registaram os maiores aumentos na esperança de vida.

Entre aqueles com a maior esperança de vida, a diferença média de esperança de vida entre homens e mulheres em 1990 era de 4,84 anos, com as mulheres a viverem mais.

Em 2010, esse número caiu ligeiramente para 4,77 anos. Os investigadores prevêem que esta lacuna continuará a diminuir e poderá ser de 3,4 anos até 2030.

Os investigadores dizem que tanto homens como mulheres beneficiaram dos avanços nos cuidados de saúde e do aumento da sensibilização para doenças como o VIH nas últimas décadas.

Além disso, como menos pessoas fumam e bebem álcool, isto tem o potencial de reduzir a diferença de esperança de vida entre homens e mulheres, uma vez que o tabaco e o álcool afectam desproporcionalmente os homens.

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