Em 16 de setembro, o engenheiro do Google e pioneiro em data centers, Luiz André Barroso, faleceu aos 59 anos. Barroso começou a trabalhar para o Google no início dos anos 2000 e é creditado por revolucionar a indústria de data centers com suas ideias não convencionais. Barroso também é um guitarrista talentoso e autor publicado, gravou álbuns musicais com músicos lendários e foi coautor do livro "Data Centers as Computers" com o pesquisador do Google, Urs Hölzle.
Nascido e criado no Brasil, Barroso obteve mestrado em engenharia elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutorado em engenharia da computação pela University of Southern California. Ele trabalhou na Digital Equipment Corporation na década de 1990 e ingressou no Google em 2001. Ele também é membro da Association for Computing Machinery (ACM) e da Associação Americana para o Avanço da Ciência, e membro da Academia Nacional de Engenharia e da Academia Americana de Artes e Ciências.
O CEO do Google, Sundar Pichai, expressou condolências pelo falecimento de Barroso, elogiando as conquistas do engenheiro brasileiro e lembrando suas gloriosas conquistas. Pichai publicou um artigo no X (antigo Twitter), elogiando Barroso pela sua contribuição para o nascimento da computação em nuvem moderna e agradecendo-lhe por liderar o design da infraestrutura computacional do Google. Pichai disse ainda que o que mais sentirá falta em Barroso serão as conversas sobre natureza, música e futebol.
O amigo e colega de Barroso, Urs Hölzle, também expressou condolências pela sua morte. Numa comovente publicação no LinkedIn, Holzler lembrou-se de Barroso pelas suas contribuições para a saúde pública durante a pandemia e atribuiu-lhe o mérito de ter alcançado um consenso sobre a tecnologia de rastreio de contactos baseada em Bluetooth que salvou milhares de vidas. De acordo com um artigo da Nature citado por Hölzle, os esforços de Barroso salvaram cerca de 10.000 vidas só no Reino Unido.
Holtzler descreveu Barroso como "muito mais do que um cientista da computação", observando as proezas de Barroso na guitarra e a paixão pela fotografia da natureza. Ele também contou a história de Barroso que esperou horas para fotografar uma coruja buraqueira e que recentemente havia concluído um álbum com as lendas da música Zeca Assumpção e Sergio Reze. Ele também descreveu Barroso como um homem “humilde” que realizou tudo com “mais graça e entusiasmo do que quase qualquer outra pessoa”.
Para quem nunca teve a oportunidade de conhecer Barroso, as postagens de Pichai e Holtzler nas redes sociais pintam um verdadeiro retrato de um verdadeiro cavalheiro que não era apenas um cientista da computação inovador, mas também um homem humilde cujas habilidades iam muito além dos computadores. Segundo eles, Barroso era um homem digno, modesto e modesto, que deixou uma profunda impressão em quem teve a sorte de o conhecer de perto.