O nomeado de Trump para presidir a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) atribuiu o colapso da bolsa de criptomoedas FTX a um suspeito incomum: o próprio governo dos EUA. Atkins, 66 anos, testemunhou o desastre da FTX em primeira mão, e o colapso espetacular do cripto-império ainda repercute na comunidade de ativos digitais.

Sua empresa de consultoria Patomak Global Partners, com sede em Washington, foi listada como credora no caso de falência da FTX, e seu acordo de consultoria do conselho foi assinado em janeiro de 2022, cerca de 10 meses antes da falência de Bankman-Fried. Documentos judiciais mostram que a empresa também atuou como lobista da FTX.

Atkins destacou num podcast no ano passado que “o colapso da FTX foi um desastre internacional, e penso que foi porque os Estados Unidos não desenvolveram regras para se adaptarem a esta nova tecnologia”. Ele também admitiu que a fraude de Bankman-Fried foi a principal razão para o colapso da bolsa.

Os comentários ressaltam anos de frustração entre os executivos de criptomoedas sobre o que eles vêem como uma área legal cinzenta que envolve os ativos digitais, ao mesmo tempo em que destacam o quão dramaticamente o cenário regulatório provavelmente mudará com o retorno de Trump à Casa Branca.

A nomeação de Atkins por Trump gerou aplausos da comunidade de criptomoedas, com o Bitcoin ultrapassando US$ 100.000 pela primeira vez poucas horas após o anúncio. Patomak também forneceu anteriormente serviços de consultoria para a empresa de stablecoin blockchain Reserve.

Atkins não respondeu a um pedido de comentário.


Paulo Atkins

O atual presidente da SEC, Gary Gensler, planeja renunciar em 20 de janeiro, e Atkins precisa ser nomeado pelo Senado antes de poder servir oficialmente como presidente da SEC.