A conceituada organização TechInsights publicou hoje um artigo afirmando que o crescimento exponencial das tarifas está a ter um grande impacto na cadeia de abastecimento da indústria de smartphones.Após anos de fabricação de smartphones se enraizando na China, a possibilidade de transferir a fabricação para os Estados Unidos enfrenta enormes desafios em termos de infraestrutura, mão de obra qualificada e capacidades de automação de montagem. Entre eles, a Apple é a mais afetada. Atualmente, a Apple pode faturar cerca de US$ 400 por cada iPhone 16 Pro (256 GB) vendido, com uma margem de lucro líquido de cerca de 36%.

Uma análise dos custos de produção do iPhone mostra que o aumento das tarifas aumentará significativamente a dificuldade da Apple em lidar com o impacto financeiro:No caso de um aumento tarifário de 54%, o preço do iPhone subirá de US$ 1.100 para US$ 1.350. Se as tarifas aumentarem em 145%, os preços poderão subir para 1.850 dólares.

Transferir as operações de montagem de volta para os Estados Unidos também não é uma opção – os preços dos equipamentos teriam de subir significativamente para cobrir o investimento necessário em instalações e equipamentos.

Para referência, a atual taxa de produção padrão do iPhone da Apple é de 760 unidades por minuto – uma taxa de produção que é simplesmente insustentável, dado o estado atual da produção nos EUA.

A TechInsights espera que a Apple acelere seu afastamento da fabricação na China e possa aumentar o preço de sua próxima série do iPhone 17 para compensar o impacto potencial.

Se o preço do iPhone no mercado chinês aumentar, poderá criar espaço para a Huawei aumentar a sua participação.

Globalmente, as tarifas provavelmente aumentarão os preços dos smartphones, especialmente no mercado dos EUA.

Os fabricantes de telemóveis poderão acelerar a dispersão da capacidade de montagem para a Índia, Vietname e outros locais, e o Brasil poderá emergir como um novo centro de produção.

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