Algumas pessoas estão simplesmente mais dispostas a ajudar os outros, e um novo estudo revela porquê. Ao observar ratos realizando tarefas comportamentais de ajuda, os pesquisadores descobriram que os ratos eram mais propensos a ajudar aqueles com quem tiveram experiências sociais positivas. Áreas de seus cérebros associadas à empatia e à motivação foram ativadas. Curiosamente, a oxitocina, o “hormônio de conexão”, desempenha um papel crucial nisso – ratos com maior atividade de oxitocina estavam mais motivados a ajudar os outros.

O comportamento de ajuda pode resultar mais de um vínculo emocional do que apenas da consciência da dor. Nos ratos, quanto maior a atividade da oxitocina, mais motivados estavam para ajudar os outros, sugerindo que o apego inspira compaixão.
Por que algumas pessoas são mais úteis? Inbal Bartal, da Universidade de Tel Aviv, e colegas exploram essa questão em um novo artigo publicado hoje (28 de abril) na JNeurosci, usando estudos em ratos. Os pesquisadores queriam entender por que algumas pessoas são mais sensíveis ao sofrimento dos outros e como essa sensibilidade se traduz em comportamentos úteis.
A equipe de pesquisa usou uma tarefa desenvolvida anteriormente para observar o comportamento e a atividade cerebral de ratos que eram prestativos ou não estavam dispostos a ajudar os outros. Nesta tarefa, um rato livre tem a oportunidade de libertar um companheiro preso em um pequeno retentor.
Eles descobriram que os ratos eram mais propensos a ajudar se tivessem tido uma experiência social positiva com o rato preso anteriormente. Os ratos que foram mais úteis também mostraram maior atividade em áreas do cérebro associadas à empatia e motivação do que os ratos que foram menos úteis.
Os investigadores também observaram um aumento da expressão de receptores de oxitocina nas áreas do cérebro dos ratos que ajudaram, responsáveis por impulsionar a motivação, em comparação com os ratos que foram menos capazes de ajudar. Os autores sugerem que isto pode significar que cuidar dos outros, em vez de ter empatia com a angústia dos outros, é mais útil na promoção de comportamentos de ajuda.
Quando a sinalização da oxitocina foi suprimida, os ratos foram menos amigáveis com outros ratos, sugerindo que a oxitocina pode ajudar, fazendo com que os ratos se sintam ligados a outros ratos.
"Parecemos viver numa sociedade cada vez mais polarizada, com lacunas na empatia pelos outros. Este estudo ajuda-nos a compreender melhor o comportamento pró-social, ou comportamento útil. Muitas vezes vemos outras pessoas em perigo, mas tendemos a ajudar apenas pessoas específicas. As semelhanças entre os cérebros humanos e de ratos ajudam-nos a compreender como o cérebro regula a tomada de decisões pró-sociais", disse Bartel.
Compilado de /ScitechDaily