Em 20 de abril, horário local, a Apple anunciou uma grande mudança de liderança. John Ternus, um executivo de longa data responsável pelo negócio de hardware, assumirá o cargo de CEO da Apple, substituindo Tim Cook, que está à frente da empresa desde 2011.

Tim Cook, que originalmente atuou como CEO, será transferido para presidente executivo da Apple. Esta mudança de pessoal marca o início oficial da era pós-Cook na Apple, com a liderança sendo oficialmente transferida para uma geração mais jovem de tomadores de decisão.

Entende-se que John Ternus é cerca de 15 anos mais novo que Cook e passou quase metade de sua carreira na Apple. Ele ingressou na Apple apenas quatro anos depois de se formar em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia e chegou a chefe da equipe de engenharia de hardware.

Do mundo exterior, ele sempre foi considerado o candidato a sucessor mais popular e reconhecido dentro da Apple.O analista Ming-Chi Kuo apontou que a conquista mais clássica de John Ternus nos últimos anos é fazer com que os dispositivos Mac abandonem os processadores Intel e mudem totalmente para chips da série M de desenvolvimento próprio.

Essa transformação encerrou completamente a era X86 da Apple e marcou a realização da autonomia total da Apple nas principais tecnologias subjacentes. Este movimento para integrar hardware, software e ecologia de desenvolvedor de uma só vez e alcançar o sucesso comercial prova plenamente suas capacidades extremamente altas de execução e coordenação.

Sem esta mudança fundamental iniciada por John Ternus, temo que o grande sucesso do atual produto MacBook Neo não teria sido possível. Sua capacidade de equilibrar pesquisa e desenvolvimento tecnológico e implementação de produtos tem sido altamente elogiada na Apple e na indústria.

Ming-Chi Kuo também disse que Cook criou um mecanismo de gerenciamento da cadeia de suprimentos global extremamente eficiente para a Apple durante sua gestão. Após a posse de John Ternus, ao mesmo tempo que dá continuidade a este mecanismo, espera-se que ele aprofunde ainda mais a cooperação aprofundada com os fornecedores a nível técnico.

Este tipo de cooperação deixará de se limitar à simples produção e fabrico, mas passará mais para a inovação tecnológica conjunta. Esta integração profunda da cadeia industrial reservará competitividade central para a próxima geração de produtos disruptivos da Apple e conduzirá a empresa para a próxima década.