A gigante marítima dinamarquesa Maersk disse na noite de quarta-feira que usaria o transporte ferroviário para evitar o Canal do Panamá, atingido pela seca, já que os baixos níveis de água reduziram o trânsito através do canal, uma das principais rotas comerciais marítimas do mundo. Maersk disse que a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) reduziu o número e o peso dos navios que passam com base nos níveis de água atuais e projetados no Lago Gatún. O Lago Gatún é um importante reservatório alimentado pelas chuvas que movimenta os navios através do sistema de eclusas do Canal do Panamá.
“Os navios que anteriormente utilizavam o Canal do Panamá irão agora contornar o Canal do Panamá e utilizar uma 'ponte terrestre' para transportar carga por 80 quilómetros (49,71 milhas) até ao outro lado do Panamá, por via férrea”, afirmou a empresa num comunicado aos clientes.
A seca no Panamá reduziu as vagas de transporte marítimo no canal e forçou os petroleiros e os transportadores de grãos a seguirem rotas mais longas para evitar congestionamentos.
Empresas como a Maersk e a Hapag-Lloyd estão a retirar-se do Mar Vermelho depois de os rebeldes Houthi do Iémen, apoiados pelo Irão, intensificarem os ataques a navios no Golfo, perturbando ainda mais as redes globais de transporte marítimo.