A Agência Espacial Europeia (ESA) e a empresa finlandesa Solar Foods estão a colaborar para desenvolver uma tecnologia inovadora:Convertendo urina de astronauta em alimento rico em proteínas "Solein", planeja realizar testes na Estação Espacial Internacional (ISS) em 2025-2026. Ao mesmo tempo, a NASA também está avançando em pesquisas semelhantes, usando leveduras editadas por genes para converter urina em nutrientes e materiais de impressão 3D.

O pó nutricional, chamado Solein, é feito por meio de tecnologia de fermentação gasosa, necessitando apenas de microorganismos, ar e eletricidade para ser produzido.
O seu componente principal, a ureia, um composto orgânico encontrado na urina, fornecerá uma fonte crítica de nitrogênio para a síntese de proteínas em um ambiente espacial, um processo normalmente auxiliado pela amônia na Terra.
A soleína pode ser adicionada a outros alimentos para aumentar o teor de proteínas.Embora seu sabor ainda não tenha sido avaliado pelos astronautas, a Solar Foods afirma que tem gosto “de queijo”.
Atualmente, os alimentos para a Estação Espacial Internacional são produzidos e entregues na Terra. Este método é viável para missões em órbita baixa, mas é quase impossível para viagens espaciais de longa distância.
À medida que organizações como a SpaceX avançam nos seus planos de missão a Marte, a questão do fornecimento de astronautas a longo prazo torna-se cada vez mais crítica.Se o teste de Sollein for bem-sucedido, a tecnologia de urina alimentar permitirá que os astronautas se tornem “produtores de ciclos ecológicos no espaço”, resolvendo fundamentalmente o problema de abastecimento.
