A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou recentemente que a UE planeia introduzir uma série de novos regulamentos ainda este ano, destinados a restringir o acesso das crianças às redes sociais. A medida baseia-se nas recomendações de um painel de especialistas encarregados de estudar como proteger melhor os menores contra danos online.

De acordo com as propostas atuais, no futuro, as crianças com menos de 13 anos só terão acesso limitado e supervisionado às redes sociais, com as restrições a diminuir gradualmente à medida que envelhecem. Além disso, o painel de especialistas também exige que as principais plataformas tecnológicas provem que suas plataformas são seguras para usuários jovens antes de conceder acesso aos usuários. Esta orientação política transfere mais a responsabilidade dos pais para as empresas de tecnologia.

A UE não é a primeira região a tomar tais medidas. No ano passado, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir crianças menores de 16 anos de usar as redes sociais em todo o país. Entretanto, a França, a Grécia e vários outros países europeus aprovaram ou estão a considerar implementar restrições de entrada semelhantes com base na idade. Fora da Europa, os governos do Reino Unido, do Canadá e de outros países também estão a avaliar e a formular regras regulamentares mais rigorosas para reforçar a proteção online de menores.

Von der Leyen disse que a Comissão Europeia anunciará propostas específicas após o final deste verão, e espera-se que o projecto de legislação relevante seja formalmente apresentado durante o seu "Discurso sobre o Estado da União" em Setembro.