Desde 10 de setembro que eclodiu uma greve na fábrica da Samsung em Chennai, na Índia, devido a protestos laborais contra os baixos salários, que já dura vários dias.A greve, apoiada pelo Centro Sindical Indiano (CITU), exige que a Samsung aumente os salários dos trabalhadores em 144% ao longo de três anos para fazer face ao aumento do custo de vida.

Não só a Samsung, a CITU também planeja expandir a greve para a indústria eletrônica nacional.

A CITU disse que os trabalhadores da fábrica da Samsung ganham atualmente um rendimento médio mensal de cerca de 300 dólares, o que está muito abaixo das suas necessidades de subsistência, pelo que propôs um aumento salarial de cerca de 430 dólares dentro de três anos.

A greve afetou a produção da Samsung na Índia. É relatado que o valor da produção da fábrica representa um terço da receita anual da Samsung na Índia. A linha de produção foi forçada a parar, afetando diversas linhas de produtos, incluindo TVs, refrigeradores e máquinas de lavar.

A Samsung disse em comunicado que a empresa iniciou o diálogo com os trabalhadores e busca resolver a disputa o mais rápido possível, mas até o momento os dois lados não chegaram a um acordo sobre questões salariais.

Artigos relacionados:

No quinto dia de greve na fábrica da Samsung Índia, os trabalhadores exigem um aumento salarial de 144% e não trabalharão se não receberem o aumento.