O presidente dos EUA, Donald Trump, planeia retirar novamente os Estados Unidos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que supervisiona a educação, a ciência e a cultura, alegando que a agenda ideológica da organização não serve os interesses nacionais da América.

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse: "O presidente Trump decidiu retirar os Estados Unidos da UNESCO - uma organização que apoia causas culturais e sociais 'acordadas' e divisivas que está completamente fora de sintonia com as políticas pragmáticas que os americanos votaram em Novembro. Este presidente sempre colocará a América em primeiro lugar e garantirá que a adesão do nosso país a todas as organizações internacionais seja consistente com o interesse nacional."

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, enfatizou que a UNESCO “se concentra demais nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, uma agenda de desenvolvimento internacional globalizada e ideológica que vai contra a nossa política externa ‘América em Primeiro Lugar’”.

Nos últimos anos, os Estados Unidos forneceram cerca de um quinto do financiamento da UNESCO.

Trump retirou os Estados Unidos da UNESCO durante o seu primeiro mandato, uma decisão que o seu sucessor, Joe Biden, reverteu. Além da UNESCO, Trump também criticou agências das Nações Unidas, como a Organização Mundial da Saúde e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, e tentou retirar os Estados Unidos destas agências.

Bruce também criticou a UNESCO por permitir a adesão da Palestina como Estado membro, dizendo que isso alimentou a retórica anti-Israel dentro da organização. Ela disse que a retirada dos EUA entraria em vigor no final de 2026.