Extratos de árvores exclusivas do Brasil podem bloquear efetivamente o novo coronavírus com um mecanismo multialvo

📅 2026-09-15

Resumo:

Pesquisadores científicos descobriram que uma árvore única na Mata Atlântica do Brasil contém uma “arma” natural contra o novo coronavírus. Uma equipe de pesquisa conjunta da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e da Universidade Delta de Ciência e Tecnologia do Egito confirmou que os ácidos galoilquínicos extraídos das folhas da Copaifera lucens Dwyer podem bloquear simultaneamente o ciclo de vida do novo coronavírus de múltiplas ligações e ter o efeito abrangente de mitigar reações imunológicas perigosas. Os resultados foram publicados na revista acadêmica internacional Scientific Reports.

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Este estudo se concentrou em espécies de Copaíba que ocorrem naturalmente na Mata Atlântica do Brasil. Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), os pesquisadores primeiro isolaram e caracterizaram os compostos polifenólicos naturais do ácido galoilquínico, ricos nas folhas secas de Copaiba lucidum, e os subdividiram em múltiplos subtipos usando técnicas como a espectroscopia ultravioleta. Depois de confirmar sua faixa de dose segura por meio de testes de citotoxicidade, a equipe de pesquisa utilizou métodos de teste de referência da indústria, como o teste de neutralização por redução de placa (PRNT), para realizar testes aprofundados da potência antiviral e do mecanismo molecular do extrato.

Resultados experimentais mostram que esse tipo de composto natural exibe um raro "modo de ação multialvo" e pode implementar vários bloqueios em diferentes estágios da infecção por COVID-19. Durante o processo de invasão do vírus, uma configuração específica de ácido galoilquínico (como o ácido 3,4,5-trigaloilquínico) mostra afinidade de ligação extremamente forte com o domínio de ligação ao receptor da proteína spike do vírus (Spike), bloqueando assim a ligação do vírus às células hospedeiras humanas; durante o processo de proliferação intracelular, o composto pode efetivamente atingir e inibir a RNA polimerase chave (RdRp), interromper o processo de replicação genética do vírus e reduzir significativamente a expressão da proteína viral; ao mesmo tempo, este tipo de substância também pode ligar-se e neutralizar a protease semelhante à papaína (PLpro) que ajuda o vírus a escapar à vigilância do sistema imunitário.

Além de inibir diretamente os vírus, pesquisas também descobriram que esse tipo de extrato possui propriedades antiinflamatórias e imunomoduladoras. Este duplo efeito pode ajudar a regular a resposta imunológica excessiva do corpo durante a fase de infecção grave, inibir tempestades de citocinas potencialmente fatais e fornecer valor auxiliar para o alívio clínico de doenças graves.

Jairo Kenupp Bastos, líder do estudo e professor de farmácia da Universidade de São Paulo, destacou que muitos medicamentos antivirais atuais funcionam apenas contra uma única proteína viral, o que muitas vezes promove o rápido surgimento de mutações resistentes a medicamentos no vírus durante a evolução; o mecanismo de bloqueio de ligação multialvo exibido pelo ácido galoilquínico torna extremamente difícil para o vírus escapar através de mutações em um único local, reduzindo assim enormemente a possibilidade de resistência aos medicamentos. A equipa de investigação também enfatizou que os resultados actuais ainda estão na fase experimental in vitro, e que o futuro desenvolvimento de medicamentos clínicos ainda requer testes sistemáticos em animais e rigorosos ensaios clínicos em humanos. No entanto, esta descoberta destaca mais uma vez o valor estratégico da biodiversidade florestal brasileira na descoberta de novos medicamentos antivirais de amplo espectro.

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